quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Lampião no Iferno

A Chegada de Lampião no Inferno Um cabra de Lampião, Por nome Pilão-Deitado, Que morreu numa trincheira Um certo tempo passado, Agora pelo sertão Anda correndo visão, Fazendo mal assombrado. E foi quem trouxe a notícia Que viu Lampião chegar. O Inferno, nesse dia, Faltou pouco pra virar - Incendiou-se o mercado, Morreu tanto cão queimado, Que faz pena até contar! Morreu a mãe de Canguinha, O pai de Forrobodó, Cem netos de Parafuso, Um cão chamado Cotó. Escapuliu Boca-Insossa E uma moleca moça Quase queimava o totó. Morreram cem negros velhos Que não trabalhavam mais, Um cão chamado Traz-Cá, Vira-Volta e Capataz, Tromba-Suja e Bigodeira, Um cão chamado Goteira, Cunhado de Satanás. Vtmos tratar na chegada, Quando Lampião bateu. Um moleque ainda moço No portão apareceu: - Quem é você, cavalheiro? - Moleque, sou cangaceiro! Lampião lhe respondeu. - Moleque, não! Sou vigia! E não sou seu parceiro - E você aqui não entra, Sem dizer quem é primeiro! - Moleque, abra o portão! Saiba que sou Lampião, Assombro do mundo inteiro! Então, esse tal vigia, Que trabalha no portão, , Dá pisa que voa cinza, Não procura distinção! O negro escreveu não leu, A macaíba comeu - Ali não se usa perdão! O vigia disse assim: - Fique fora, que eu entro. Vou conversar com o chefe, No gabinete do centro - Por certo ele não lhe quer, Mas, conforme o que disser, Eu levo o senhor pra dentro. Lampião disse: - Vá logo, Quem conversa perde hora - Vá depressa e volte logo, Eu quero pouca demora! Se não me derem o ingresso, Eu viro tudo às avesso, Toco fogo e vou embora! O vigia foi e disse A Satanás, no salão: - Saiba Vossa Senhoria Que aí chegou Lampião, Dizendo que quer entrar - E eu vim lhe perguntar Se dou-lhe o ingresso, ou não. - Não senhor! Satanás disse. Vá dizer que vá embora! Só me chega gente ruim, Eu ando muito caipora - Eu já estou com vontade De botar nlais da metade Dos que tenho aqui pôr fora! Lampião é um bandido, Ladrão da honestidade: Só vem desmoralizar nossa propriedade - í eu não vou procurar Sarna para me coçar, Sem haver necessidade! Disse. o vigia: - Patrão, A coisa vai se arruinar! Eu sei que ele se dana, quando não puder entrar! Satanás disse: - Isso é nada! Convida aí a negrada E leve os que precisar! Leve cem dílzias de negros, Elmre homem e mulher; Vai na loja de ferragem, Tire as armas que quiser. É bom avisar também Pra vir os negros que tem, Mais compadre Lucifer! E reuniu-se a negrada: Primeiro chegou Fuchico, Com um bacamarte velho, Gritando por Cão-de-Bico Que trouxesse o pau da prensa E fosse chamar Tangença, Em casa de Maçarico. E depois chegou Cambota, Endireitando o boné, Formigueira e Trupezupé, E o Crioulo-Queté. Chegou Bagé e Pecaia, Rabisca e Cordão-de-Saia, E foram chamar Banzé. Veio uma diaba moça, Com a calçola de meia. Puxou a vara da cerca, Dízendo: - A coísa está feía - Hoje o negócio se dana! E grítou: - Eta, baiana! Agora o tipo vadeia! E saiu a tropa armada Em direção do terreiro, Com faca, pistola e facão, Clavinote, granadeiro. Uma negra também vinha Com a trempe da cozinha E o pau de bater tempero. Quando Lampião deu fé Da tropa negra encostada, Disse: - Só na Abissínía! Oh, tropa preta danada! O chefe do batalhão Gritou, de armas na mão: - Toca-lhe fogo, negrada! Nessa voz, ouviu-se os tiros, Que só pipoca no caco. Lampião pulava tanto, Que parecia um macaco! Tinha um negro nesse meio Que, durante o tiroteio, Brigou tomando tabaco. Acabou-se o tiroteio Por falta de munição, Mas o cacete batia, Negro enrolava no chão. Pau e pedra que achavam, Era o que as mãos pegavam, Sacudiam em Lampião. - Chega atrás um armamento! Assim grítava o vigia. Traz a pá de mexer doce! Lasca os ganchos de caria! faz um bilro de macau! Corre, vai buscar um pau, Na cerca da padaria! Lucifer com Satanás Vieram olhar, do terraço, Todos contra Lampião, De cacete, faca e braço. O comandante, no grito, Dizia: - Briga bonito, Negrada! Chega-lhe o aço! Lampião pôde apanhar Uma caveira de boi. Sacudiu na testa dum, Ele só fez dizer: - Oi! Ainda correu dez braças E caiu, segurando as calças - Mas eu não sei por que foi! Estava travada a luta, Mais de uma hora fazia. A poeira cobria tudo, Negro embolava e gemia, Porém Lampião ferido Ainda não tinha sido, Devido à grande energia. Lampião pegou um seixo E rebolou-o num cão, Mas o que arrebentou? A vidraça do oitão - Saiu um fogo azulado, Incendiou o mercado E o armazém de algodão. Satanás, com esse incêndio, Tocou no búzio, chamando. Correram todos os negros Que se achavam brigando. Lampião pegou a olhar - Não vendo com quem brigar, Também foi se retirando. Houve grande prejuízo No inferno, nesse dia: Queimou-se todo o dinheiro Que Satanás possuía, Queimou-se o livro de pontos, Perdeu-se vinte mil contos, Somente em mercadoria. Reclamava Lucifer: - Horror maior não precisa! Os anos ruins de safra, Agora mais esta pisa - Se não houver bom inverno, Tão cedo aqui, no inferno, Ninguém compra uma camisa! Leitores, vou terminar, Tratando de Lampião, Muito embora que não possa Vos dar a explicação - No inferno não ficou, No céu também não chegou: Por certo está no sertão! Quem duvidar desta história, Pensar que não foi assim, Quiser zombar do meu sério, Não acreditando em mim - Vaí comprar papel moderno, Escreva para o Inferno, Mande saber de Caim! (Transcrito de A chegada de Lampião no inferno) MANOEL CAMILO DOS SANTOS (Guarabira, PB, 1905 - Campina Grande, PB, 1987) ***

Pena...

Estou acompanhando o jogo do Ceará Sporting Club contra o América MG.
O Vozão está perdendo 0 x 1 , mas é incrivel com fora de casa o Ceará não consegue ganhar de ninguem, depois que geraldo e Iarley saíram do time.
 Está aí na décima quinta posição, e perdendo para o lanterna.
vamas ver se a gente pelo menos permanece na serie A.

Porte de Arma de Fogo

É o documento, com validade de até 5 anos, que autoriza o cidadão a portar, transportar e trazer consigo uma arma de fogo, de forma discreta, fora das dependências de sua residência ou local de trabalho.

Para obter o porte de arma de fogo o cidadão deve dirigir-se a uma unidade da Polícia Federal munido de requerimento preenchido, além de apresentar os seguintes documentos e condições:
(a) ter idade mínima de 25 anos;
(b) cópias autenticadas ou original e cópia do RG, CPF e comprovante de
(c) declaração escrita da efetiva necessidade, expondo fatos e circunstâncias que justifiquem o pedido, principalmente no tocante ao exercício de atividadeofissional de risco ou de ameaça à sua integridade física;
(d) comprovação de idoneidade, com a apresentação de certidões negativas de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal, Estadual, Militar e Eleitoral e deo estar respondendo a inquérito policial ou a processoque podeo ser fornecidas por meios eletrônicos;
(e) apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e de
(f) comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para oo de arma de fogo;
(g) cópia do certificado de registro de arma de fogo;
(h) 1 (uma) foto 3x4 recente.
IMPORTANTE
residência; pr criminal, residência certa; manusei
1.O art. 6o. da Lei 10.826/03 dispõe que o porte de arma de fogo é proibidoodo o território nacional, salvo em casos excepcionais. Portanto, excepcionalmente a Polícia Federal poderá conceder porte de arma de fogodesde que o requerente demonstre a sua efetiva necessidade por exercíciode atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física, além de atender as demais exigências do art. 10 da Lei 10.826/03. em t
2.O porte de arma de fogo tem natureza jurídica de autorização, sendoo e discricionário. Assim, não basta a apresentação dos documentos previstos em lei se o requerente não demonstrar sua necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física. unilateral, precári
3.O comprovante de capacidade técnica (Instrutores de Armamento e Tiro) e de aptidão psicológica (Psicólogos) para o manuseio de arma de fogo deve ser fornecido por profissional credenciado pela Policia Federal.
4.A taxa de expedição de Porte Federal de Arma de Fogo somente deverá ser paga após o deferimento da autorização pela Polícia Federal.
5.A autorização de porte de arma de fogo perderá automaticamente sua eficácia caso o portador dela seja detido ou abordado em estado deou sob efeito de substâncias químicas ou alucinógenas. embriaguez
6.O titular de porte de arma de fogo para defesa pessoal não poderá conduzi-la ostensivamente ou com ela adentrar ou permanecer em locais públicos, tais como igrejas, escolas, estádios desportivos, clubes, agências bancárias ou outros locais onde haja aglomeração de pessoas em virtude deos de qualquer natureza. event
7.O Porte de Arma de Fogo é pessoal, intransferível e revogável a qualquer tempo, sendo válido apenas com relação à arma nele especificada e com a apresentação do documento de identificação do portador.